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VALE SOFRE NOVA DERROTA NO PROJETO APOLO
Escrito por Aode Queiroz   
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gandarela27.12A Vale teve mais uma iniciativa de implantação do Projeto Apolo, de mineração na Serra do Gandarela, abortada pelo Ministério Público Estadual. O órgão fez com que o Instituto Estadual de Floretas (IEF) retirasse da pauta de votação a autorização para o corte de vegetação do local. Até que o conselho de Política ambiental (COPAM) autorize a implantação do projeto, nada poderá ser feito pela empresa na região.

A intenção da mineradora era retirar a vegetação em uma área de 32 hectares na região onde futuramente pretende instalar o projeto Apolo. Mas, segundo o coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Bacia dos Rios das Velhas e Paraopeba, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, o MPE interveio porque uma autorização de qualquer procedimento no local seria irregular.


“Não pode liberar nada até que seja finalizada a análise ambiental do empreendimento. Se já começassem a ser feitos os procedimento agora, quando o Copam fosse votar a autorização para exploração da área, poderia comprometer a análise. Como existe a proposta de uma criação de um parque no local, é preciso examinar com cuidado para compatibilizar a viabilidade econômica com a ambiental”, afirma.

A participante do Movimento pela Preservação da Serra da Gandarela, Maria Tereza Viana de Freitas Corujo, conta que os integrantes do grupo comemoraram a decisão. “ Nos fomos acompanhar a reunião com faixas para protestar. Como é que colocam na pauta sem saber a viabilidade ambiental do que eles pretendem fazer? Até que esteja pronta a proposta de criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela nada pode ser feito lá” disse.

O projeto da Vale na região que compreende os municípios de Caeté, Santa Bárbara, Rio Acima e Raposos, é de produzir 37,5 milho~es de toneladas ao ano. Inicialmente a estimativa da empresa era de uma produção de 24 milhões de toneladas mas, antes mesmo de ter a autorização para o empreendimento, a mineradora revisou para cima os números. O investimento total será de R$4 bilhões para a implantação da mina. A idéia era iniciar a produção em 2014.

A empresa não conseguiu implantar o projeto ainda por causa da proposta de criação do Parque  Nacional do Gandarela, feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) – órgão do Governo Federal, que vai passar pelo crivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Casa Civil, antes de ir para decreto presidencial.

O parque abrangeria também as cidades de Nova Lima, Barão de Cocais, Itabirito e Ouro Preto. Seriam 38.210 hectares de área de preservação ambiental. Um levantamento feito pelo ICMBIO mostrou que não é possível aliar as atividades mineradoras com o parque. Por isso desde então, há uma verdadeira queda de braço entre Vale e ambientalistas. Atulamente a área está dentro de uma Área de Proteção ambiental (APA), onde qualquer atividade precisa ser aprovada por licenciamento ambiental. Caso se torne parque, só poderá haver turismo na região.

FONTE JORNAL HOJE EM DIA DE 23/03/2011

 

Última atualização em Seg, 28 de Março de 2011 22:30
 

Comentários  

 
-3 #4 cleiton 19/10/2011 06:00
NÃO PRECISAMOS DE PARQUES JA TEMOS PARQUES DEMAIS EM MG, PRECISAMOS DE POLITICAS QUE GEREM EMPREGOS E QUALIDADE DE VIDA, NÃO BASTA UM PUNHADO DE ÁREA VERDE E MUITOS SEM TETO. DE LHES UM EMPREGO E ELES FARÃO O RESTO. SIM AO PROJETO APOLO.
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0 #3 bento cunha neto 03/08/2011 15:49
É preciso investir na reciclagem,reut ilizasão e outros recursos que não vizam o comprometimento do meio ambiente. o que seraõ das futuras gerações sem os recursos naturais?Depois quero ver se vai ter dinheiro que compre àgua limpa,ar puro,tenperatur a ideal para a vida do ser humano na terra.
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+2 #2 sara 12/04/2011 16:42
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+2 #1 Gi Reis 12/04/2011 15:35
O caminho mais fácil nem sempre é a saída mais correta. Podemos e devemos sim explorar o potencial da Serra do Gandarela, mas que tal fazê-lo levando em consideração o meio ambiente? O turismo corre pelas veias de Minas, assim como a mineração, mas na luta pela preservação da natureza não é preciso dizer qual deles deve prevalecer. Essa questão está acima de favorecimentos e favorecidos. Estamos em qual século? No século do preserve hoje ou não existirá amanhã.
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